A Lei do Livre Arbítrio

O livre arbítrio está ligado inexoravelmente à Lei de Karma, a Lei de causa e efeito, que determina uma reação a cada ação, visando manter o equilíbrio. O homem tem o direito da livre escolha dos seus atos e realizações, surgindo com isso o que chamam de destino, e o destino nada mais é do que o fruto do trabalho bom ou mau do indivíduo, regulamentado pelo Karma.

A Lei do Livre Arbítrio dá o direito ao ser de fazer o que quizer, mas não o livra do Karma, que o fiel da balança do bem e do mal, o julgador dos atos humanos, o cobrador das dívidas perante a Lei da Evolução. Para que o ser humano evolua, dentro do conceito do bem e do mal, é necessário que seja livre nos atos e pensamentos, para poder alcançar a plena consciência da vida, através das experiências.

No entanto, ele deve entender e aceitar as Leis Universais – o Livre Arbítrio é muito relativo, dentro do conceito de se poder fazer o que bem entender, pois a toda ação corresponde uma reação de mesma intensidade, mas em sentido contrário; portanto, recebemos de volta o resultado de nossas ações.

O direito da livre escolha possibilita-lhe a realização de quaisquer atos por ele engendrados, e é claro que não poderia deixar de existir uma outra Lei que regulasse tudo isso, caso contrário o mundo seria um verdadeiro caos, desde o início dos tempos.

Ciclicamente, surgem no seio dos povos os filhos de descendência direta do Pai Eterno, os Avataras, e trazem a missão de modificar o estado de consciência da época, impulsionando a humanidade a se elevar, a evoluir. Acontece, porém, que devido ao Livre Arbítrio o homem não se obriga a aceitar no novo ensinamento, e por ignorância chega até a perseguir esses Excelsos Seres a ponto de sacrificá-los, a crucificá-los…

Quaisquer que sejam as qualidades das ações cometidas, que infelizmente tendem mais para o mal, pois roubar, injuriar, matar têm sido alguns dos mais antigos crimes cometidos pela humanidade – sofrem a ação do Karma, tando de forma positiva (bem) como de forma negativa (mal). Daí o sofrimento, a dor – gerados pela prática do mal – que já nascem com o ser, e tendem a aumentar se o indivíduo não pautar a sua vida dentro da Lei Divina, é o tão falado “castigo Divino”.

Assim, podemos dizer que somos os senhores do nosso próprio destino, e que temos o direito de escolher o caminho a ser percorrido. Quanto maior for o nosso grau de consciência, mais acertada será a nossa escolha, pois o ignorante desconhece a ciência do bem e do mal, tal como dissera o Cristo: “O problema do bem e do mal só é dado a conhecer ao Meu Pai que está nos céus”. Sim, “o Meu Pai e o Vosso Pai”, já que Ele, o Cristo, tinha a consciência do Pai nele desperta, à espera de que cada um possa, um dia, ser tornar semelhante a Ele.

Quando o ser humano chegar a esse estágio, será senhor da ciência do bem e do mal, vencendo as Leis de Karma e do Livre Arbítrio, colocando-se acima delas, iluminado pelos feitos radiantes de seus atos, como um pequeno sol ou parcela do Sol Único e Verdadeiro – o próprio Eterno, o Deus, ou o nome que se Lhe queira dar.

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