A Lei do Karma

A palavra karma é oriunda da raiz sânscrita “kri”, cujo significado é ação. Karma é portanto, Lei de Causa e Efeito, ou ainda, de acordo com a lei da mecânica física enunciada por Newton: “a toda ação corresponde uma reação da mesma intensidade, porém em sentido contrário”. E o Cristo ao recolocar a orelha do centurião romano, decepada pela espada de Pedro, sentenciou: “Pedro, embainha tua espada, pois quem com ferro fere, com ferro será ferido”.

Podemos notar aí dois enunciados da mesma Lei de Ação e Reação, um de maneira científica e outro de modo místico. O vulgo diz: “Quem semeia vento colhe tempestade” .

Há uma grande diferença entre querer fazer e poder fazer as coisas, donde surge a Lei como equilibrante das ações produzidas. O indivíduo, ao evoluir através do longo Itinerário de IO, ou da busca incessante de seu verdadeiro EU, vivencia um sem-número de experiências agindo com acerto ou erradamente. Nessas diversas vidas, ele adquire saldo positivo ou negativo, de acordo com o proceder consciente às vezes até inconsciente. Quando renasce, pelo ainda discutido processo da reencarnação, traz consigo o peso da bagagem das vidas anteriores que ser-lhe-á leve se vier com bom Karma, e pesado se suas dívidas para com as Leis do Equilíbrio forem altas, podendo, no entanto, diminuir ou aumentar semelhante peso. O Karma pode ser modificado pelo próprio desenvolvimento espiritual do ser, pela dilatação de seu estado de consciência dentro do conceito universal de evolução e até mesmo ser destruído ou anulado quando ele se equilibra com a Lei na razão do fiel da balança para os dois pratos, onde em um dos lados temos o amor e do outro sabedoria.

Dizia Gautama, o Budha: “Ninguém nasce em família ou país que não seja de suas próprias tendências”, o que equivale a “ninguém nasce em lugar errado”, estando por força de lei, desde logo, comprometido com a família, grupo, nação, etc.

Não podemos afirmar que o adepto e o homem comum possuam condições kármicas semelhantes, pois enquanto o primeiro torna-se o Senhor do Karma pelo seu alto grau de evolução, o segundo não passa de simples escravo ou joguete do seu Karma. O adepto, ao agir no seio da humanidade, o faz de maneira oculta, por ser ele um agente da mesma Lei Universal, daí o enorme valor de seu trabalho: não é conduzido, mas conduz. Dita as regras, os modos
e maneiras de se agir. O homem comum erra ou acerta, dizendo: “foi o destino que assim quis”. A responsabilidade kármica da humanidade foi aumentando gradativamente – perante a Lei Universal, houve, durante os milhões de anos até os dias atuais, uma dilatação do estado de consciência humano, alcançando cada vez mais os padrões superiores.

A responsabilidade do iniciado é muito maior do que a do homem comum, pois àquele foi dado um grau de conhecimento muito maior, o que o sentencia a fazer dele um bom uso, na razão do: “a quem muito for dado, muito será pedido”. Não de cousas negativas, mas tal como dissemos no início, é a Lei que regula os pratos da balança do bem e do mal, promovendo o equilíbrio dos efeitos produzidos.

Finalmente devemos praticar o “bem”, por amor ao bem e a “verdade” por amor à verdade e desta maneira estaremos sempre dentro da Lei que em sua realidade é a própria Justiça – e este o caminho da verdadeira evolução. 

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